O que o Mercado sabe sobre a Petrobras que nós não sabemos?

A entidade “Mercado” assombra o Brasil. Definem boa parte da direção que o país vai tomar. Eles sabem das coisas antes da gente. Por isso, estou encucado com alguns números, que nos últimos dias não estão se comportando como era de se esperar. O preço do petróleo está subindo assustadoramente. Já passou de US$110 e vai subindo. O boato é que não tem prazo para reabrir o estreito de Ormuz e EUA e Israel pretendem fazer novos ataques ao Irã depois das eleições de meio de ano nos EUA, daqui a duas semanas. Cenário tenebroso. Mas é bom para a Petrobras. O petróleo subindo aumenta os lucros futuros da empresa e, daí, o preço de suas ações. Mas não é isso que está acontecendo. O preço da PETR4 baixou e está andando de lado. Por quê?

Há uma possibilidade. Perto de eleições para presidente no Brasil sempre surge discussão sobre o futuro da Petrobras. Vai privatizar? Não vai? Nossa direita acha que a privatização é a solução. Na venda da empresa, o governo enche os bolsos (alguns políticos também) e a grana arrecadada dá refresco temporário ao dito problema do déficit da dívida interna. Aquele político mineiro indigente Romeu Zema declarava sem meias palavras que privatizar a Petrobras fazia parte do seu programa de governo. Flávio Bolsonaro também é apegado à ideia, mas, no seu estilo 171, está dizendo que privatizar a Petrobras está fora de questão. Suas declarações foram muito explícitas. Será difícil mudar de ideia sem haver reação da sociedade. Claro que ele pode ir esvaziando a empresa, mas o Mercado é guloso, esperava atitudes mais assertivas no curto prazo. Por isso, acho que esse comportamento atípico do valor das ações da petrolífera nacional fica por conta de avaliações dos investidores sobre seu futuro. As ações valem menos se não puderem ser vendidas num processo de privatização. Talvez seja a explicação. Vamos ver mais adiante.

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