É impressionante. Nada cola no senador pretendente à presidência do país. O rapaz tem comprido prontuário. Sua vida privada e política está mais para pau de galinheiro. Mas os eleitores parecem não se importar. É fenômeno novo gerado pelo poder das redes sociais. O envolvimento de Flávio Bolsonaro em todo tipo de mal feito não chega aos eleitores. Quando chega, vem embalado em narrativa diversionista. Boa parte dos seus eleitores brasileiros têm visão limitada do cenário político. São guiados pelas redes sociais, pelos Nycolas Ferreira e Pablo Marçais que predominam na Internet. Não é pouco. Não foi à toa que Flávio Bolsonaro se reuniu recentemente com cerca de cem influencers. Esse pessoal influencia muito. As redes são como antolhos guiados pelos algoritmos, não são isentas, e dão mais visibilidade ao candidato da direita que for alinhado com os interesses do EUA. Dá para manipular e direcionar direitinho os eleitores.
Não digo que Lula tenha feito o governo dos meus sonhos, mas eleger um sujeito que nunca governou, que não tem ação significativa no Congresso, que fez uso radical das rachadinhas, que apoia oficialmente as milícias, que pegava grana do “irmão” Daniel Vorcaro, que diz que é religioso e participa de festinhas de sexo, não é exatamente a prova de que sabemos escolher nossos dirigentes. Votar nesse sujeito não é decisão inteligente. Essa grande massa que surfa na onda de uma mudança, somada àqueles que querem trocar o governo Lula e arriscam qualquer passo no escuro, esse pessoal deve eleger Flávio Bolsonaro.