Todos os artigos de Eugenio

Sansung Galaxy s8 e Apple iPhone: é melhor comprar no Brasil por uma operadora ou nos EUA?

Como toda pergunta difícil, a resposta é: depende! Mas podemos identificar quais fatores definem a decisão e responder com segurança. Vamos fazer as contas para um aparelho Samsung Galaxy s8. O raciocínio desenvolvido vale também para aparelhos da Apple. 

O Galaxy s8 custa US$725 nos EUA. O preço não é rígido como dos iPhones. Há ofertas. Por exemplo, a rede de supermercados Target está oferecendo o aparelho desbloqueado por US$ 650. Mas consideremos o preço básico de US$ 725 para fazer nossa análise. 

Se você comprar na Flórida, nos EUA, vai pagar mais 7% de imposto. Em Nova York a taxa é 9%. Usando a taxa de 7% , o preço final em dólares aumenta para US$776. Transformando o preço para reais, considerando a taxa de câmbio atual de R$3,30 para compra do dólar turismo no mercado (faça o ajuste para a taxa de câmbio do momento em que estiver lendo este artigo), o preço final do smartphone fica em R$ 2560,00. Se você comprar com cartão de crédito terá pago mais 6% de IOF. Fiquemos com o preço de R$ 2560,00 como referência para a compra em dólares nos EUA. 

E a compra de um smartphone por um detentor de linha da operadora VIVO? O preço do smartphone comprado na operadora varia conforme seu plano. Por exemplo, para quem tem o plano família 6GB, que custa R$ 220,00/mês, o smartphone da Samsung sai por R$ 1880,00. Se pagar em dez vezes, esse valor é equivalente a menos de R$ 1800,00 à vista. Nesse caso, é boa pedida comprar na VIVO.  Afinal, R$ 1800,00 é bem mais em conta que os R$ 2560,00 da compra  nos EUA. 

O plano família 6GB é caro. As pessoas estão gastando em média entre R$ 50 e R$ 100 para ter uma linha com mais de 3GB de internet por mês. Nessa faixa de preço, o Galaxy 8s comprado na VIVO fica por cerca de R$ 3400, bem superior ao preço dos EUA. 

Assim, a conclusão é que só vale a pena comprar aqui no Brasil pela operadora VIVO se você é um abastado que gasta mais de R$ 200/mês com sua linha de celular. Se é um consumidor mais modesto, gastando menos que R$ 100/mês na sua conta, vale aproveitar a oportunidade de uma viagem ao exterior e comprar seu smartphone lá fora.

Google se parece com a Odebrecht 

Tá duvidando né? Com razão. Uma é “soft” e a outra é “hard”. Google se estabeleceu a partir de um software. A Odebrecht é especialista em barragens, portos e estradas. Quer coisa mais “hardware”? Mas elas têm semelhanças. A Odebrecht ficou famosa quando descobriu-se que sua competência era em grande parte oriunda de sua atuação na área de influenciar pessoas, em particular políticos do Brasil e do mundo. Ela dava grana para os governantes fazerem campanhas eleitorais e se perpetuarem no poder. Em troca, ganhavam as obras no país e por aí afora. A Google não precisa disso, diriam vocês, amantes da Big Brother da Internet. Há controvérsias. O artigo “Why Is Google Spending Record Sums On Lobbying In Washington?“, do jornal The Guardian, descreve como os gastos com lobby da gigante da internet estão aumentando, na medida em que a Google precisa que os congressistas americanos apoiem sua maneira de ver e direcionar o mundo. Nos EUA, essa atividade é oficial e chama-se lobby. Só por que o nome é bonito – lobby – não quer dizer que seja razoável dar dinheiro para político fazer o que é do seu interesse. Aqui no Brasil é propina. Pelo menos não fingimos que é legítimo uma empresa definir as leis que a regem. Lula, nosso grande líder triplexo, diz que propina é o nome que os malvados juízes deram às honestas contribuições feitas para os partidos políticos. Lula é o Lula. 

Lobby é a propina institucional que nossos desenvolvidos irmãos do norte inventaram. Eles convivem bem com esse modelo. Começaram a corrida das nações lá na frente. Mesmo com tropeços, como a eleição de Trump, os EUA têm muita riqueza sendo produzida, que pode ser compartilhava pela população. A distribuição de renda dos americanos do norte não está lá essas coisas, mas eles têm locomotivas como o Estado da Califórnia produzindo inovação e gerando riqueza. Nós temos criaturas belíssimas e sensíveis como Michel Temer e Renan Calheiros definindo o futuro do país. Segundo Ministério Público eles levam grana para legislar a favor das empresas. Ouso pensar que os interesses escusos dos gringos são menos danosos que os interesses de nossas quadrilhas, tais como PT, PMDB e PSDB. Desgraça pouca é bobagem. 

E a vida segue.