O Andar do Bêbado [Leonard Mlodinow, 2009]

Bom livro. É da classe dos livros “quase técnicos”. O tema central é o acaso, como lidamos com ele e os mecanismos criados para representá-lo. A proposta do livro é desmistificar ou descomplicar o entendimento de probabilidade e estatística. Contando a história da evolução das técnicas para estudar fenômenos aleatórios, Mlodinow esclarece as definições e mostra suas aplicações. O autor consegue perambular bem pelos temas. Eu recomendaria, sem dúvida, para um aluno de faculdade que tivesse terminado a cadeira de probabilidade e seguisse para fazer estatística no próximo semestre. Para quem tiver minimamente se afeiçoado aos assuntos, o livro é leitura agradável e serve para arrumar a cabeça sobre detalhes da teoria. Para aqueles que se atemorizaram com a probabilidade, o livro, apesar de fácil e bem abordado, vai causar enjoo. Eu recomendaria perseverar, mas é baixa a chance de conseguir convencer os desgostosos. Quem já conhece o assunto, pode considerar o livro meio trivial, mas Mlodinow contorna o risco de cair no óbvio apresentando o contexto histórico dos avanços da matemática, tornando o livro atraente e, em certos momentos, hilário. O autor traz exemplos práticos interessantes da probabilidade e estatística, tocando assuntos diversos tais como a controversa eficiência de fundos de investimento, os resultados falso-positivos de testes de doenças ou argumentos falaciosos de julgamentos de crimes. Esse tipo de conhecimento merece nossa atenção, pelo menos que seja para diminuir a chance de sermos ludibriados pelas armadilhas de argumentações equivocadas ou de pura má fé que nos ameaçam no dia a dia. Investir na leitura de O Andar do Bêbado traz boa chance de o leitor aperfeiçoar sua visão sobre eventos aleatórios ou errôneas relações de causa e efeito que, na verdade, são movidas pelo acaso. Recomendo dar o passo na direção de sua compra.

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Agamenon se foi, deu no que deu, tô pensando em migrar pro NYT

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A coluna erigida na última página do Caderno B do JB, digo, Segundo Caderno de O Globo, acabou. Pô. Eu utilizava o jornal de domingo (sempre há outras funções para o papel de um jornal) para ler os excelentes, criativos, referenciados e, apesar disso, muito bons trocadilhos do Casseta. Agora vou ter que desenvolver mais uma atividade virtual na minha vida: acessar o site www.casseta.com.br. Que saco.

O Globo tá ficando menor com a saída deste inominável casseta. Literalmente, acho que a quantidade de matérias está diminuindo lentamente, que nem barra de chocolate Nestlé. Andei lendo o New York Times. Tem coisa boa pra ler por ali. Algumas matérias, inclusive, que surgem depois nas páginas de O Globo. O chato é o preço, custa 4 dólares por semana. Meu salário de blogueiro sustentado por anúncios do Google não dá pra manter essas luxúrias todas. Soube que vão oferecer um plano em que o assinante seleciona os assuntos de interesse. Isso podia funcionar comigo na assinatura de O Globo. Por exemplo, religiosamente, separo o atlético encarte de Esportes e o direciono para a empregada embrulhar o lixo. Não tenho o menor saco para ler sobre futebol, ainda mais agora que só assisto jogos do Barcelona e, pelos últimos resultados da taça da Europa, estou considerando acompanhar o futebol alemão.

Onde eu estava mesmo? Ah, então, vou esperar pra ver se o NYT fica mais em conta. Bem, se Agamenon fosse para o vetusto hebdô americano, eu assinava o jornal americano.

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homenagem retardada ao Dia da Mulher

Se é que entendi bem. Martha Medeiros esclarece a todos que as mulheres estão chegando lá.

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(de artigo na Revista O Globo, 10/03/2013)

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da série “estou ficando com medo”: agora querem que acreditemos em papai do céu

Ai, meu deus. Tá ficando um inferno. O presidente da Comissão dos Direitos Humanos, o pedidor de senha de cartão de crédito, Marco Feliciano, quer, segundo notícia de O Globo:

Instituir na rede pública de ensino fundamental o programa Papai do Céu na Escola, que é a adoção do ensino religioso, incluindo todas a religiões. “Precisamos resgatar o encino religioso em nosso país de maneira sábia, simples e coerente. Queremos ver os filhos dessa Nação olhando para a imensidão do cosmos e dizendo: – ‘Há um papai do céu que cuida de nós’.”

Não tem dúvida, o cara tá de sacanagem. Ou é coisa do demônio. Que deus nos ajude.

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O que é melhor? Rolex, Omega, Tag Heuer ou … Invicta?

Estava pensando em investir num relógio novo. Tenho um Omega Seamaster há milênios. Estava na hora de comprar um relógio novo. Qual comprar? Eu gosto do Omega. Passei a vida com um no pulso. Até James Bond, ultimamente, migrou do Rolex para Omega (ver filme Casino Royale). O problema é que um modelo automático (tenho fixação no mecanismo de passar energia para o relógio pelo movimento do meu braço) fica na casa de US$3.500. O da foto a seguir sai por este preço na Amazon. Não se trata de uma bagatela. O Rolex fica um pouco mais caro. O da imagem ao lado custa míseros US$8.300. Não se reprima, caro leitor, você merece, clique na foto e compre na Amazon. A marca Tag Heuer tem a estratégia de se colocar logo abaixo dos clássicos Omega e Rolex. Por US$2.500 dá pra pegar um automático. Veja o modelo aqui do lado: São todos belos investimentos. Entretanto, se pensarmos que no Brasil, para sair do escritório na hora do almoço, é recomendado tirar o relógio do pulso e guardá-lo no bolso, a grana colocada nos relógios de luxo dão pouco retorno.

Aturdido com as opções e os preços, me deparei com o modelo Invicta Men´s 9937 Pro Diver Collection Coin-Edge Swiss Automatic Watch. O design é de uma coincidência enorme com o Rolex. Confiram: Comprei o dito pela Amazon mandando entregar no hotel para onde viajei. Seu desenho impressiona quando você tem o dito nas mãos. O vidro é de safira e o fundo é transparente para a gente ver a máquina. O mecanismo automático é suíço. Até agora ele não atrasou nada. Estou deliciosamente satisfeito com minha aquisição. Em tempo: me custou US$270. Que tal?

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iTunes Match se ajustou às minhas necessidades

Se ajustou bem (match) ao que eu desejava para administrar minhas músicas. Pode ser comprado na loja da Apple. Depois de instalado, automaticamente identificou as músicas que eu tinha no meu micro e disponibilizou uma cópia delas para mim na Cloud. O iTunes Match, na versão de 5 GB, pode fazer isso com até 25.000 músicas! Acho que conseguirei me adaptar a esta restrição. As músicas que ficam no iTunes Match podem ser tocadas no meu iPhone, iPad ou na Apple TV, quer dizer, dá pra carregar e ouvir em qualquer lugar. O custo é de US$25 por ano. Usando a unidade monetária do site iPadDicas, este serviço custa apenas 25 obamas. Bom preço.

O detalhe é a mágica da internet de hoje. A Apple tem catalogadas 20 milhões de músicas. Quando você se conecta com o iTunes Match ele verifica se as músicas que você tem no seu disco rígido estão nos arquivos da Apple e disponibilizam a versão deles, às vezes, com melhor qualidade do que aquela que você tinha na versão que estava em seu computador. E para colocar seus CDs no iTunes Match? Outra função que vem com a usabilidade que Mr. Jobs queria oferecer. Coloquei meu CD no drive e, na hora, o iTunes perguntou se eu queria puxar para dentro dos arquivos de música deles. Um espetáculo! Agora, meu Rolling Stones, Tatoo You, está disponível em todos meus dispositivos. Show!

Tá bem que estou cada dia me enredando mais no ambiente Apple. Que se há de fazer? Eles entregam o que promete. O preço é razoável. Vamos em frente.

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