A conquista do voto no Brasil foi uma enormidade. Boa parte da vida de muitos brasileiros (eu me incluo) foi passada assistindo os militares decidirem o que era melhor para o país. Alguns oportunistas já estavam presentes nessa época. Ocorre-me agora o nome de José Sarney. Mas o fato é que conseguimos votar. Mas votar é muito difícil e importante. Na Grécia, que inventou este modelo, a tal democracia, só deixava votar os cidadãos, que não eram todos, mas uns pouco esclarecidos que mandavam no pedaço. Já era um começo e foi o começo. Quando vemos o país empolgado (será?) com uma campanha eleitoral, achamos que o ato de votar é puro e cristalino, e permitirá que façamos valer nossa vontade, juntamente com de outros tantos que almejam decidir sobre o futuro da nação. Pois saibam que eu não me sinto muito satisfeito com esse processo que está aí.
Veja bem. Tem uma porção de camadas de regras que restringem ou distorcem nosso processo eleitoral. Vejam alguns dos pontos que me incomodam: Continue lendo “votos, proporções e nunca consigo votar em quem eu quero”
A boa prática para ler o livro
Já Cosmopolis, pós-quebradeiras de Wall Street e depois dos chineses chegarem tomando conta do mundo, tem uma abordagem deprê, claustrofóbica, sem charme. É como um réquiem para os bilhões de dólares americanos e o poder que eles representam, que se esvaem pelos ralos da competição com os amarelos de olhinhos fechados. A imagem do povo americano protestando em Wall Street e os ricos de procurando por um corte de cabelo perfeito é boa síntese das diferenças dessa grande democracia. Isso tudo aí, conduzido pelo mestre do mal estar David Cronenberg, dá bom mau resultado. Não esqueçam que o diretor tem em seu currículo competentes e desagradáveis filmes como o insuperável 