sou contra o heliporto da Lagoa

Eu e muita gente. Certamente somos mais do que os bacanas que deixam seus carrões nos estacionamento da área de pouso e decolagem de helicópteros para irem para suas casas em Angra ou Búzios. Nada contra os bem ricos. Mas não gosto que uma parte da Lagoa Rodrigo de Freitas seja ocupada para que os endinheirados possam passar batidos pelos engarrafamentos. Me tira do sério ter que interromper minha caminhada na Lagoa para que o helicóptero do milionário possa aterrissar. Há outras mazelas da existência do heliponto por ali. O barulho do tráfego de fim de semana é alto e perturba os moradores da Lagoa. A canalização do tráfego gera risco para uma área urbana densamente povoada. Quando cair um helicóptero em cima de um prédio, os governantes dirão que foi uma tragédia, criarão uma comissão de inquérito, a imprensa fornecerá os números do intenso tráfego e, talvez, mude alguma coisa. Mas aí, irreparavelmente, já terá morrido alguém. Parafraseando outros movimentos: Desocupem a Lagoa. Por sinal, é heliponto ou heliporto, ou valem os dois?

Café Sorelle

Rua Capitão Salomão 14 – Humaita

Fica na Capitão Salomão, a rua que começa em frente à Cobal da Voluntários. É ponto importante para o pessoal do bairro e oriundos de outras terras que vêm em busca do bom café e produtos de chocolate. O brownie é para ser respeitado. Seguindo recomendação da Agenda Carioca, provei o bolo de laranja, que correspondeu muito bem. O café da manhã do lugar já tem aficcionados que espalham a fama da casa com moderação. O Café Sorelle é pra passar e tomar um espresso ou comprar para levar pra casa. Pratiquem.

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras [Sherlock Holmes: A Game of Shadows] 2011, Guy Ritchie

Fraquinho. O personagem está bombado. Ao incrível intelecto dedutivo do personagem criado por Conan Doyle, acrescentaram-se grande capacidade física e um quê de previsão de futuro, que transformaram o moderno Sherlock Holmes em um típico super-herói. Os menos conhecedores do personagem original, vão achar que Sherlock Holmes é uma cópia do médico House, dos seriados de TV (!). Mas quem vai ver a franquia Sherlock Holmes espera por histórias desse tipo. O ritmo frenético, as piadas geradas pela relação entre Holmes e seu amigo Watson, vão segurando a história. O arqui-inimigo (super-herói tem que ter um arqui-inimigo) Professor Moriarty funciona bem. O irmão de Holmes, incluído no grupo, não acrescenta muito ao quadro geral da história. A fotografia escura faz parte do da programação visual da época. A afetação dos atores Robert Downey Jr. e Jude Law é adequada para as brincadeiras do 007 da antiga Londres, se bem que os aventureiros viajam bastante durante a história. O resultado final é um filme sem compromisso para passar o tempo no final de tarde ou para assistir no futuro na TV paga. Elementar!

árvore da Lagoa, com a Árvore do Bradesco ao fundo

Todo ano temos a árvore de Natal do Bradesco boiando qual Vitória Régia protusa no espelho d´água da Lagoa. Este vegetal de grande porte viceja com ímpeto celerado nos dezembros do Rio. A população da cidade (e de outras cidades) acorre ávida de presenciar miraculoso desabrochar. As luzes que emanam de seus galhos (não tem galhos!) iluminam as noites do entorno da cultivada lagoa. Tem gente que não gosta. Os moradores da área, metidos pra cacete, alinhavam discurso cretino argumentando pela necessidade de outros bairros saborearem o prazer de hospedar o arbóreo natalino. Puro elitismo descarado. Os bacanas só querem é diminuir o estímulo para que alienígenas se aventurem do lado de cá do Rebouças.

O projeto de marketing do Bradesco deu certo. A Árvore é uma marca do mês do Natal. Esse ano, entretanto, o Itaú botou água no chope do Bradescão. Suas bicicletas amarelinhas tomaram conta da Zona Sul. Acho que o Bradesco devia retaliar, levando a árvore para a baía de Guanabara ou, melhor, para o piscinão de Ramos, onde os passantes da Av. Brasil poderíam se deleitar com sua apreciação. Ia bombar.

Novo ano, como sempre

Vou de copista de João Ubaldo, de sua crônica em O Globo de 01.01.12:

“O mundo é perfeito, não é como a gente quer. Já pensou se fosse como cada um quer? E, tudo bem pesado, a graça da vida é isso, nada é certo, tudo pode acontecer, o que parece que é no outro dia não é. Grande verdade, pelo menos não percamos a graça da vida.”

Assim, não nos furtemos de desejar: Feliz 2012.

corrupção, Dilma, ética no PT…

A corrupção está sendo redefinida. O Ministro “Bola da Vez” Pimentel não explica o que fez para ganhar dois milhões em consultoria. A presidente Dilma acha normal. Diz que tudo aconteceu antes dele ser do governo. Para Dilma, o crime já prescreveu. Se ele tiver uma recaída e fizer novo malfeito, ela vai lhe dar umas palmadas. Nossa “Poliana” Dilma acha que ele está curado.

O PT ficou pequeno. Parecia ser outra coisa. Agora, vale qualquer arranjo para manter o poder. A redefinição da corrupção se dá assim. O Pimentel é uma pessoa importante, boa formação, tem que ter renda para cultivar hábitos caros. Não é qualquer um. Não pode ficar se restringindo a viver com salário de ministro ou do cargo em que provavelmente traficou influência em troca da grana da consultoria. É assim mesmo gente. O cara precisa tirar o dele. Mas…

Ele mentiu. Disse que deu palestra e não deu. Ninguém sabe, ninguém viu as tais apresentações valiosas que Pimentel fazia. Então, há caminho para pegar o mentiroso. Mentir, para uma figura pública, é malfeito. Que se pegue o palestrante fantasma.

e eu não conheço Michel Teró

Acreditem! Nunca ouvi o afamado hit ‘Ai se eu te pego’. Coitado! – diriam alguns. Sorte minha! – digo eu. Escapei dessa. O motivo da minha saudável ignorância pode ser não participar de festas do momento, em que a música deve ser tocada. É a concessão à mediocridade popular. Chego a consigo ler sobre o fenômeno musical (?). Mas perseverei em manter a condição de inviolabilidade de meus ouvidos a essas novidades da temporada. Talvez esteja perdendo o nascimento de uma estrela. Prefiro correr o risco. Como benefício, mantenho intocável minha fama de intratável. De todo jeito, desejo todo o sucesso ao rapaz.

vender postes dá dinheiro no Rio de Janeiro

Lá vem a gente com outra picuinha. Agora é com a quantidade de postes no Rio. Achamos que tem poste de mais. É natural que não haja coordenação entre as áreas responsáveis por instalar postes. Onde é mesmo que temos coordenação nas ações do governo? A light coloca poste, o pessoal do trânsito coloca outros e os postes vão se acumulando pela cidade. Nossas pobres calçadas estão recheadas de fradinhos, camelôs, bancas de jornais, buracos, tapumes da CEG fechando bueiros minados, carros estacionados irregularmente, pedras portuguesas desarrumadas e… postes! As calçadas estão ficando intransitáveis, difíceis para se caminhar, o que faz com que muitos já optem por andar pela rua. Mas estamos entrando em outro assunto, a questão aqui são os postes. O Rio tem muita placa de orientação. Não é por falta de placas que entramos na contramão. E os postes, com todas as destinações possíveis, vão sendo colocados mais e mais. É claro que não há preocupação em usar postes com diferentes utilidades. Começo a desconfiar que o negócio de vender poste para a prefeitura é rentável. Continue lendo “vender postes dá dinheiro no Rio de Janeiro”

escrever em blog WordPress a partir do iPhone

É mais um recurso que diferencia os smartphones da Apple ou da linha que usa o Android. No meu caso, estou usando um iPhone. Baixando uma aplicação na loja App, podemos alimentar os artigos num site WordPress diretamente dos aparelhos. Esse recurso é bem mais poderoso do que a antiga e mal ajambrada publicação por e-mail. Com a aplicação instalada, é possível autorizar a publicação de comentários, ver as estatísticas de acesso ao blog e publicar fotos. O programinha funciona bem. Chato é escrever no teclado do iPhone como estou fazendo agora. Mas isso vai ser resolvido pela interface de reconhecimento de voz que tá chegando a partir do iPhone 4s.