Quem acreditava que seu e-mail não era lido por alguém além do seu querido destinatário? Deixa disso. Quando você enviava a senha do banco para a esposa, não dava um medinho na hora de apertar a tecla “enviar”? Pois é, ainda bem que a NSA não estava interessada nos seus trocados no banco. Tínhamos a certeza da solidez de princípios dos americanos. Eles controlam a tecnologia de informações no mundo e iam virar o rosto pro lado quando vissem passar nossos e-mails ou transferissem as ligações telefônicas. Me poupem. A gente sempre soube que estávamos nas mãos dos serviços secretos. Nosso governo sabe. Esta conversa de indignação é pra boi dormir.
Categoria: sociedade
Renan Calheiros e Henrique Alves, os safadinhos
Danado esse Renan. O povo na rua cobrando sua saída e ele passeando de graça em avião da FAB. Que cara de pau, meu deus! Depois de recusar confessar o golpe no nosso bolso, ele voltou atrás e entrou pra escola do Henrique Alves, presidente da Câmara, que quando é pego, não hesita, paga do próprio bolso. Quando não flagramos o meliante, ele passa batido, faz cara de papel e segue gastando dinheiro público em proveito próprio. Esses canalhas são mesmo arrogantes. Desafiam a população. São merecedores de uma passeata nacional para exigir sua saída. Será que o povo encara essa?
Propostas para pedir nas ruas: Diminuir o número de deputados.
São mais de 400 picaretas, como dizia o ex-presidente Lula, quando ele era mais sincero. Gastam nosso dinheiro num orçamento altíssimo para entregar pouco serviço. Deputado só trabalha quando é para tirar vantagem própria, certo? Esta é uma generalização fadada à imprecisão. É injusta com alguns deputados sérios, mas, estatisticamente, é verdadeira.
Solução? Se os deputados não trabalham ou, quando trabalham produzem leis ruins, podemos, pelo menos, diminuir o número deles. A proposta é reduzir o número de deputados para um para cada milhão de habitantes. O número de deputados de cada estado seria calculado pela população do estado dividida por um milhão. O resultado seria então arredondado para cima aumentando o número total dos nossos representantes na Câmara dos Deputados. Ficaria algo como 200 pilantras, perdão, digníssimos representantes do povo. A redução para menos que a metade do número de deputados hoje em liberdade, digo, atuando, traria a vantagem imediata de reduzir o custo da Câmara à metade e também cortando ao meio toda a cretinice gerada pela Casa.
Esta é outra a ação interessante por não permitir que os políticos atualmente aboletados no poder possam inventar artifícios para nos enganar. É cortar ou não cortar e ver como o povo reage nas ruas.
Propostas para pedir nas ruas: Fim do Voto Obrigatório
Vamos a acabar com o voto obrigatório. Por que voto obrigatório? Somos livres. Vota quem quiser. A obrigatoriedade de votar é lixo da política de regimes autoritários do passado.
Eu não quero mais leis, quero fatos!
É tudo enrolação. Dizer que corrupção é crime hediondo não é nada se os corruptos continuarem a acabar soltos. O pessoal do Mensalão foi julgado até no nível mais alto da hierarquia jurídica brasileira e continua todo mundo solto. Dizer que vai mudar não vale. Mudança agora! Tem que mostrar ações. Tem que romper com Renan Calheiros. Tem que reduzir ministérios criados para pagar apoio político. Tem que reduzir gastos de propaganda, muito úteis para enganar o povo dourando a pílula e adoçando os bolsos dos órgãos de imprensa, que ganham horrores na publicidade. É isso que queremos de Dilma. E do Cabral? Ele tem condições morais de se opor aos interesses das empresas de ônibus, se sua esposa é a advogada que defende os direitos das mesmas empresas? Isso é no mínimo inapropriado e, no máximo, formação de quadrilha. Se eu conseguisse fazer isso impunemente, não teria vergonha de ser fotografado de guardanapo na cabeça com empresários de má fama em restaurantes de luxo em Paris.
Minha torcida é para que as manifestações se concentrem em pedir providências bem objetivas. Diminuir 20 centavos nas passagens, interromper obra nababesca em estádio que não vai gerar nada para a população, reduzir cargos e ministérios pagos com o altíssimo imposto que pagamos. É por aí. Não nos deixemos ser enganados por manobras protelatórias. Em tempo: protelatório quer dizer “deixar para depois a realização de (algo); adiar, retardar,”
A Culpa é da Imprensa
Vocês pensam que eu vou reclamar da Imprensa por ela estar dando força para as manifestações. Ledo engano. É exatamente o contrário. Peguei como exemplo a edição de hoje de O Globo. Resumo: 99% do jornal cobre as ações dos vândalos e baderneiros. Procurei no jornal e não vi imagens dos cidadãos que foram às ruas clamar contra corrupção e má administração do dinheiro público. Talvez 1% do jornal trate dos 99% dos cidadãos que foram em paz para rua reclamar. Por quê? Incompetência? Falta de visão? Foco em notícias escandalosas?
Como sou adepto das teorias conspiratórias, vejo a postura da Imprensa como escolha bem definida pelo posicionamento conservador do lado do governo. Também tem o interesse econômico. Aliás, quando é que o dinheiro nao está por trás das ações das empresas? Por que iriam as Organizações Globo informar que o grande investimento na Copa das Confederações, juntamente com seus sócios, prefeituras e a idônea FIFA, está sendo questionado pelo povo nas ruas? Pois é. Não vamos ver nos jornais ou na TV os cartazes pedindo a saída de Renan Calheiros, denunciando as vantagens da namorada do Lula e as conhecidas falcatruas nacionais, que aparentemente estavam passando desapercebidas pelo povo. A cobrança que queremos ter hospitais com padrão FIFA, explode nas redes sociais. Enquanto isso, os jornais publicam esta cobrança num cantinho de página.
Por isso tudo, acho que o povo vai continuar nas ruas clamando por transparência e respeito. Eu apoio.
Manifestações e Ingenuidade
Parecia bonito. É bonito! Mas não sejamos ingênuos. Os marginais estão aí. Os imbecis gerados nas favelas estão aí. A oportunidade é excelente. Que tal ir pra rua, ocultado pela multidão, para quebrar e roubar impunemente? Aproveitar a perplexidade da polícia, que costuma bater indiscriminadamente, hoje paralisada pela cobrança da sociedade pelo direito de se manifestar. Uma delícia. Os políticos devem estar a sorrir. O movimento que tanto assustou a eles está perdendo o brilho pela ação dos baderneiros.
Ainda assim, insisto: abaixo Renan Calheiros, fora com a PEC 37, crime hediondo para a corrupção, crucificação para Feliciano…
Agamenon se foi, deu no que deu, tô pensando em migrar pro NYT
A coluna erigida na última página do Caderno B do JB, digo, Segundo Caderno de O Globo, acabou. Pô. Eu utilizava o jornal de domingo (sempre há outras funções para o papel de um jornal) para ler os excelentes, criativos, referenciados e, apesar disso, muito bons trocadilhos do Casseta. Agora vou ter que desenvolver mais uma atividade virtual na minha vida: acessar o site www.casseta.com.br. Que saco.
O Globo tá ficando menor com a saída deste inominável casseta. Literalmente, acho que a quantidade de matérias está diminuindo lentamente, que nem barra de chocolate Nestlé. Andei lendo o New York Times. Tem coisa boa pra ler por ali. Algumas matérias, inclusive, que surgem depois nas páginas de O Globo. O chato é o preço, custa 4 dólares por semana. Meu salário de blogueiro sustentado por anúncios do Google não dá pra manter essas luxúrias todas. Soube que vão oferecer um plano em que o assinante seleciona os assuntos de interesse. Isso podia funcionar comigo na assinatura de O Globo. Por exemplo, religiosamente, separo o atlético encarte de Esportes e o direciono para a empregada embrulhar o lixo. Não tenho o menor saco para ler sobre futebol, ainda mais agora que só assisto jogos do Barcelona e, pelos últimos resultados da taça da Europa, estou considerando acompanhar o futebol alemão.
Onde eu estava mesmo? Ah, então, vou esperar pra ver se o NYT fica mais em conta. Bem, se Agamenon fosse para o vetusto hebdô americano, eu assinava o jornal americano.
homenagem retardada ao Dia da Mulher
da trajédia de Santa Maria
Dei de ver Jornal Nacional, em particular a cobertura do rescaldo emocional da tragédia que vitimou mais de duzentas pessoas no domingo passado. Tem sabor ruim assistir essas reportagens. Mostram-se famílias sofrendo e chorando. São mostradas as coincidências que levaram alguns a se salvar ou, por algum capricho do destino, a decisão de última hora de ir à festa e virar mais um corpo jogado na irresponsabilidade. Vemos as homenagens aos jovens que perderam a vida. Coreografias lúgubres são apresentadas no horário nobre.
Os motivos sao sabidos. Nao foi acidente. (null)

