a rapariga do presidente

Não uso o substantivo “rapariga” com frequência. Como muito acontece, foi mestre Ubaldo que resgatou a palavra em sua crônica desse domingo. O assunto tratado por ele de maneira sarcástica ou benevolente é mais ou menos se o político pode ou deve ter casos extraconjugais. Bem definida, a questão se mostra irrelevante. O que nos salta aos olhos e agride o bolso é se a namorada do dignitário usa sua proximidade (e bota proximidade nisso) para lotear cargos e liberar pareceres, resumindo, usa a condição de concubina para tirar uma grana por fora. E aí vem a grande questão: o quanto sabia o altíssimo governante e não tomou providências? Será que o entendimento era de que os malfeitos praticados pelos geneticamente bem intencionados membros do PT não podem ser criticados nem vir a público?

E aí, comeu? Como era a relação de Lula e Rose

Polemikos segue o protocolo da imprensa de não se imiscuir na vida íntima dos governantes. É uma postura correta. O público e o privado devem ser separados. Aliás, esta distinção deveria ser a principal preocupação dos mandantes. Lula, o Apunhalado, devia ser mais atento a essas coisas do governo. Sua desatenção (belo eufemismo) pode ter sido o motivo de tantos malfeitos ocorridos no seu governo. E tome punhalada pelas costas. Alguns golpes dos grandes do PT vêm à tona agora, como o Mensalão e a Operação Porto Seguro. Quantos outros casos existem dos quais não tomaremos conhecimento?

Rosemary era cupincha de Lula. Viajava de lá pra cá a toda hora com o PR, como ela o chamava. Ficavam no mesmo hotel. Os jornais mostram a foto da moça a cada edição. Ela ainda dava um caldo. Pelos favores que Rose intermediou e sua atitude diligente, a moça provaveente seria capaz de enormes sacrifícios (talvez geradores de prazer, dependendo da competência do parceiro) para obter colocações em postos no governo e vantagens em grandes negócios. Até que ponto ela iria nos trabalhos de assessoria ao PR? Claro que Lula, o cegueta, não saberia de nada. O cara manteve- se idôneo. Se houve conversa de alcova, as sacanagens discutidas não devem ter passado pelo assunto “trambiques no governo”.

É claro que esta hipótese é um delírio inapropriado. Mas, e se?

Lewandowski esclarece que não houve Mensalão. Puxa vida, agora estou tranquilo.

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O revisor do julgamento do Mensalão esclarece a nação de que não houve Mensalão. Puxa! Que bom! Levandowski absolveu José Dirceu, que Chefe da Casa Civil na época, não sabia de nada. Quem não acredita em Papai Noel sabe (ou acredita piamente) que Dirceu estava na trampa. Se Lula também sabia, é um grande mistério.

O projeto do PT para ficar no poder por 20 anos foi colocado em cheque. Dirceu sair solto é bom resultado pessoal para ele. Mas o conjunto do julgamento nos mostra que o partido abandonou seu discurso pela ética. Foi ali pelo meio dos anos 90 que o partido virou uma “organização” voltada para resultados. E o resultado perseguido foi “manter-se no poder”.

Não sei o que move Lewandowski. É auspicioso o rigor jurídico que ele adota para garantir o direito do famoso réu ao beneficio da dúvida. Entretanto, talvez o país precisasse de uma decisão mais política. Ele também não é tão cartesiano em seus argumentos. Uma hora diz que só vale o que está nos autos. Na outra, cita como relevante matéria de jornal da semana passada. Para o emérito juiz, o depoimento de Roberto Jefferson não vale, pois ele é inimigo de Dirceu. Já os depoimentos de seu amigos Genoíno e outros são considerados de total idoneidade. Geisel (acho que foi ele) inventou a democracia relativa. Lewandowski vai entrar para a história do nosso Judiciário inventando a justiça relativa.

Na verdade, ali no tribunal vemos a prova cabal de que não adianta passarmos procuração a outros para nos protegerem. Temos a eleição nesse domingo, para mal ou bem colocar no poder quem queremos ou expelir aqueles que consideramos canalhas. Nós temos que cuidar disso. O juiz Lewandowski é apenas um rábula poderoso fazendo o que sua consciência orienta, ou o que suas crenças jurídicas determinam ou o que seus compromissos políticos exigem. Ou seja, o problema está em nossas mãos. No mais, que Deus olhe por nós.

a gente já falava há algum tempo do golpe “10 vezes sem juros”

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Até agora, o engodo aplicado nos consumidores brasileiros vinha sendo útil e dando certo. Para o Governo, era uma mão na roda. A gentalha embarcava nas compras a crédito, a economia crescia, a classe D virava classe C, a classe C achava que era classe média, ficava todo mundo feliz. O PT ganhava as eleições, os eleitores achavam que o Mensalão não existia, o Brasil não tinha crise, o paraíso era aqui. Bem, as coisas não são bem assim. A conta está sendo apresentada. Artigo de hoje de O Globo, fornece o valor do trambique “Sem Juros”: foram 170 bilhões que o povo pagou de juros. Boa parte dessa fortuna, o consumidor gastou orientado para consumir a crédito, pois à vista era “a mesma coisa”. O mantra do golpe era: “a vista” é igual “a crédito”. Os carros, que foram vendidos com “juros zero” (essa fantasia é marca registrada da venda de carros), estão hoje pressionando os indicadores de inadimplência dos infelizes proprietários de automóveis, que não conseguem pagar seus sonhos de quatro rodas comprados em módicas prestações, que, por infelicidade, dobraram o preço final do veículo.

Que a média da população é formada de imbecis, nós já sabemos. Continue lendo “a gente já falava há algum tempo do golpe “10 vezes sem juros””

A moça até parecia bem cuidada…

Minha mulher me mostrou a foto da revista de O Globo que trazia matéria de capa sobre mulheres que aparentam menos idade. Ela parecia bem tratada. Estava bem vestida, pele lisa, rugas discretas, batendo um bolão.

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E veio a pergunta: quantos anos ela tem?

Avaliei, dei o desconto pra cima, para justificar ela aparecer como milagre dos cuidados femininos atuais, e sacramentei: quarenta anos! Minha mulher abriu o sorriso que só as mulheres conseguem quando provam o embaragamento de outra. Com expressão piedosa, informou: Ela só tem 32 anos.

Pô! Mas ela tem razão. A moça não aparenta nada de mais, no caso, de menos. Acho que foi sacanagem de alguma desafeta. Deixou a balzaca numa ruim. Fica a lição para a patricinha. Não vale a pena conseguir sair no jornal, mas ficar mal na foto. Ou será que vale a máxima: “falem mal, mas falem de mim”. Falamos.

juros do cartão de crédito caem à metade, que vergonha…

… quer dizer que estávamos pagando juros extorsivos à toa. Era somente pra que os bancos tivessem aqueles lucros extraordinários. Tá bem que o gado, digo, o povo estava bem adestrado, treinado pra gastar pagando os maiores juros do mundo, acreditando que a vista é igual a “em dez vezes”. De repente, o banqueiro chefe do Bradesco acorda de manhã e, num arroubo de generosidade, resolve baixar as taxas de 8 para 4%. huum

a boceta foi pra capa da revista… e o caralho, onde fica?

20120923-103510.jpgFui buscar a definição no site vSlider2.0: “Em geral o uso da palavra “boceta” é tido como um modo chulo de se referir ao órgão sexual feminino, um “nome feio” que deve ser evitado pelas pessoas de fino trato.” Evitava-se falar. Imagine quanta restrição havia a mostrar a dita. Agora, acabou-se a cerimônia. O Globo promoveu a boceta (a grafia buceta é tolerada) a personagem da semana, com direito a capa da revista dominical de O Globo.

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respeito a religiões

O mundo tá pegando fogo com a revolta dos muçulmanos depois da divulgação de um filme tratando a religião muçulmana com desdém. Cometeram também o clássico e maior desrespeito com a imagem do profeta Maomé. A gente aqui em Polemikos não é muito chegado a essas coisas de religião. Respeitamos aqueles que adotam superstições, mas pedimos que respeitem também nossa descrença total por deuses em geral. Esse agito todo com o filmeco sobre Maomé parece está sendo usado para orquestrar movimentos de repúdio aos EUA. A população acaba por ser manipulada para produzir ações de rua contra os americanos. O país de Obama fica numa saia justa danada, justamente na época das eleições. Aproveito (quer dizer, plagio) a famosa frase citada hoje em coluna de O Globo, por Helena Celestino: “Os homens nunca fazem o mal tão completa e entusiasticamente como quando o fazem por convicção religiosa.” É isso aí: Quanto mais eu vejo o resultado do uso das religiões para perpetrar todo tipo de barbárie, mas me solidarizo com a profunda fé e percepção de deus que move meu cachorro.

concedemos Graças a nossos leitores

Está comprovado que ler Polemikos dá sorte, aumenta a capacidade de avaliar situações e tomar decisões e contribui sensivelmente para o incremento da potência sexual. Como tudo na vida, o que é bom tem seu preço. Oferecemos a oportunidade de nossos incautos leitores obterem mais vantagens. Estamos à disposição para auxiliá-los com nosso poder de espraiar riqueza, saúde e a tão buscada felicidade.

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