O Mito da Vitamina C

Virou quase uma religião. As pessoas tomam vitamina C mesmo estando comprovado que ela não serve pra nada. É fato: vitamina C não cura resfriado. Se você exagerar e tomar doses muito altas, numa frequência elevada, a vitamina pode fazer mal a seu fígado. Sem novidades. Qualquer droga consumida de forma exagerada vai ser ruim pro fígado da criatura. 

Reconheço que ao dissolver uma pastilha de Cebion num copo d’água, depois ouvir o barulho das borbulhas, e sorvermos o líquido laranja com gostinho de refresco, ficamos certos de que fazemos algo saudável. Infelizmente, não. 

Linus Pauling ganhou o Prêmio Nobel. Fez várias contribuições notáveis para a ciência. Mas seu maior feito foi criar um negócio de bilhões de dólares disseminando a ideia errada de que vitamina C cura gripe. Ele tentou uns ensaios fajutas para comprovar o efeito da vitamina C. Não conseguiu. Mas, mesmo assim, criou o mito. Ainda hoje, a venda do placebo vitamina C rende zilhões para a indústria farmacêutica. 

Depois de ler esse artigo, você fica sabendo que a vitamina não ajuda em nada. Fica valendo o ditado: “Um resfriado bem tratado se cura em sete dias. Se for mal tratado, você fica bom em uma semana.”

Veja também artigo: WhatsApp does vitamin C actually do?

Oi: exemplo de marketing negativo

De repente percebi que não precisava mais do telefone fixo. A grande utilidade do fixo era informar o número à farmácia ou à pizzaria para confirmar o endereço de entrega em domicílio. Troquei para o número do celular e não reclamaram. O telefone fixo ficava tocando de vez em quando para fazer propaganda. Não tinha utilidade. Eu não aguentava mais uma gravação da voz do Silvio Santos vendendo alguma coisa. Uma tortura. A Oi também enchia o saco tentando vender novos planos.

Liguei tentando um plano mais barato que os R$45 que pagava. Não toparam. Cancelei o telefone. Continue lendo Oi: exemplo de marketing negativo

Palavra da semana: CONTRAPARTIDA

O noticiário tá sempre acrescentando novas palavras ao vocabulário do dia a dia. Às vezes, algumas palavras vêm carregando novos significados. A palavra da semana foi “contrapartida”. A delação da Odebrecht mostrou que o dinheiro pedido para as campanhas dos políticos brasileiros traziam referências explícitas ou disfarçadas a futuros “agrados” que seriam feitos à empreiteira em assuntos de seu interesse. 

Agora, só nos resta apreciar os memes que serão criados explorando as diversas versões de contrapartidas. Pelo menos assim a gente ri. 

Homem do Ano Polemikos 2016

De vez em quando, lembramos de premiar um homem que se destaca, em geral, se debandando para o lado negro da Força. Sabem quem ganhou em 2013: Renan Calheiros. Sensacional! O ato síntese do seu prontuário naquele ano foi usar avião da FAB pra ir fazer implante de cabelo.

Mas eis que estamos encerrando 2016, um ano prenhe de mau-caratismo. Foi pródigo na canalhice. Tivemos o espetacular Eduardo Cunha, que brilhou o ano todo, mas cuja estrela se apagou quando foi fazer seu retiro enjaulado em Curitiba. Teve Lindinho se batendo pra salvar Dilma. Lula tentou aparecer dizendo que a Lava-jato tirou muitos empregos. O ministro Dias Toffoli fez um pedido de vistas que quase o levou para o pódio. A lista é grande. Mas Renan é muito competitivo. Não podia deixar barato. No final do ano, passou a perna nos concorrentes. Driblou até o pessoal do STF que vinha correndo por fora. Continue lendo Homem do Ano Polemikos 2016

Trumpism…

The Los Angeles Times’s, Vincent Bevins wrote that “both Brexit and Trumpism are the very, very wrong answers to legitimate questions that urban elites have refused to ask for 30 years.” Bevins went on: “Since the 1980s the elites in rich countries have overplayed their hand, taking all the gains for themselves and just covering their ears when anyone else talks, and now they are watching in horror as voters revolt.”

Desde 1998 que a gente escreve alguma coisa por aqui. Era um blog, mas não tinham inventado o nome ainda.