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Jovens acampam na porta da Rede Globo


Pensei que eram os fãs do Justin Bieber. Jovens com barracas instalados na calçada da Globo na rua Jardim Botânico. Não era. Tratava-se de um protesto. Tinha carro de som e cartazes afixados na grade do prédio da empresa. Protesto contra o quê? As frases dos cartazes eram um primor superficialidade: “Temer jamais”, a “Globo apoiou a Ditadura”, “Agronegócio é veneno”. Uma besteirada só. Estão fazendo a cabeça da juventude com asneiras. Defendem e idolatram aqueles que assaltaram e desmontaram o Brasil. Sendo claro: Lula, Dilma, PT etc.  Continue lendo Jovens acampam na porta da Rede Globo

Oi: exemplo de marketing negativo

De repente percebi que não precisava mais do telefone fixo. A grande utilidade do fixo era informar o número à farmácia ou à pizzaria para confirmar o endereço de entrega em domicílio. Troquei para o número do celular e não reclamaram. O telefone fixo ficava tocando de vez em quando para fazer propaganda. Não tinha utilidade. Eu não aguentava mais uma gravação da voz do Silvio Santos vendendo alguma coisa. Uma tortura. A Oi também enchia o saco tentando vender novos planos.

Liguei tentando um plano mais barato que os R$45 que pagava. Não toparam. Cancelei o telefone. Continue lendo Oi: exemplo de marketing negativo

… e o povo não foi pra rua. 

As passeatas nesse domingo tiveram baixa adesão. Vamos penar por isso. Deputados e senadores estão em polvorosa, buscando maneiras de escapar da Lista do Janot. Ficarão mais ousados. Tentarão emplacar a reforma política, diga-se implantar a lista fechada, que garantirá aos facínoras um lugar compulsório na cédula eleitoral. Aí, eleitos, eles ganham foro privilegiado e seus julgamentos vão pras calendas. 

Estamos brincando com fogo. Continue lendo … e o povo não foi pra rua. 

Trumpism…

The Los Angeles Times’s, Vincent Bevins wrote that “both Brexit and Trumpism are the very, very wrong answers to legitimate questions that urban elites have refused to ask for 30 years.” Bevins went on: “Since the 1980s the elites in rich countries have overplayed their hand, taking all the gains for themselves and just covering their ears when anyone else talks, and now they are watching in horror as voters revolt.”

Melhor comprar parcelado ou à vista com desconto?

O cidadão comum não entendem nada de matemática financeira. Juros são uma abstração complicada que o povão trata da maneira mais simples: paga o que lhe pedem! O povo vive cercado de ofertas que utilizam expressões como “juro zero” ou “tantas vezes sem juros”. As empresas que usam essa conversa estão no limiar da mentira deslavada. Na verdade, já passaram desse limiar faz tempo. Dizer que pagar um preço cheio à vista é igual a pagar o mesmo preço em certo número de parcelas é mentira pura e simples. É boa maneira de treinar o cidadão para ser ludibriado.

O aplicativo Melhor à Vista? ajuda as pessoas a escolherem certo entre comprar em prestações e pagar à vista. O app calcula o valor do desconto a partir do qual é melhor fazer a compra à vista. Com ele, o consumidor pode facilmente fazer as contas que precisa para não passar por otário. Para mais detalhes, veja o site do aplicativo Melhor à Vista

Caetano cantou na posse da nova presidente do STF Carmem Lúcia

Foi bonito. Caetano é um dos gênios da música brasileira e, sem dúvida, do mundo. Gênio não tem nacionalidade. O evento da posse de Carmem Lúcia foi um pouco diferente do provável protocolo mais sisudo. 

Eu queria que fosse mais sisudo. A ministra assumia, fazia um breve discurso apontando os problemas que vai endereçar em seu mandato à frente do STF e todos ao trabalho. Me incomoda essa presepada que cerca tudo que acontece no STF. É tudo sofisticado e hermético. Fala-se um português só entendível por uns poucos iniciados. Os depoimentos são ricos em citações literárias que pouco têm a ver com o tema que deveria ser o centro das atenções: Justiça. 

E lá foi Caetano cantar na posse da ministra. No meu aniversário ele não cantou. O cachê do nobre artista é altíssimo com razão. Mas ele não cobrou nada. Foi em deferência à amiga. Ou uma gentileza com Sua Excelência a fã. 

Me coça a pergunta: Se Caetano ligar pra Carmem Lúcia para fazer lobby de algum interesse dele ou da classe artística, a ministra atende a ligação? Se tu ligar, ela atende? Será ela mais simpática ao que serve a Caetano? Sei não. Preferia um evento menos cool. Caetano podia enviar uns ingressos de seu próximo show para a Ministra. Ela poderia aceitar, claro, se o valor dos ingressos for inferior ao limite estipulado pelas normas éticas do STF. 

Depois que reli o texto acima, aprendi mais uma coisa: sou ingênuo mesmo.